A gratuidade para o caminho da santidade

Oi, pessoal!

Esse é o primeiro post que eu escrevo na vida! Fui convidada e topei compartilhar com vocês algumas coisas em que eu acredito. Eu gosto bastante de alguns escritores cristãos, “catholic speakers” e santos como C.S. Lewis, São Josemaria Escrivá, Jackie François, Jason Evert, Padre Paulo Ricardo, João Paulo II (que agora podemos chamar de SÃO JP II!) e por aí vai…Então vou estar sempre citando um ou outro desses aí!

Hoje de manhã eu acordei pensando num assunto que eu comentei ontem com meu namorado. Eu disse pra ele: “Será que ‘só’ (que não é pouca coisa, admito) ir à missa diariamente, rezar o terço, fazer meditação, ir nos meus encontros paroquiais ou coisas parecidas vai me fazer SANTO/SANTA? Será que só isso basta?”. Eu falei isso porque eu senti uma certa agonia dentro de mim…Busco fazer essas coisas pois sei que elas alimentam minha alma e minha amizade com Deus, mas eu sinto como se eu precisasse de MAIS.

E, sinceramente, eu acho que “só” isso não basta pra ser santo! Mas é o que a gente faz diariamente! Não tem como mudar muito….Tá, então vamos lá. Eu comecei a lembrar de vários vídeos que eu já tinha visto, livros que eu li, artigos e fui criando uma sequência lógica de pensamentos.

A primeira coisa que me veio na cabeça foi “Não esperar de Deus algo em troca”. Admitamos! Nós geralmente fazemos uma coisa esperando que Deus nos recompense já aqui na Terra. “Vou me esforçar por não gritar mais com meus pais”, “vou rezar o terço todos os dias”, “vou viver a castidade com meu namorado” e coisas parecidas…e queremos receber um “presentinho”, uma compensação em troca. O que a gente não entende é que, somente vivendo assim, seremos aquilo que Deus quer que sejamos; seremos verdadeiros homens e mulheres vivendo aquilo para o qual Deus nos criou!

Os 10 Mandamentos de Deus funcionam como um guia que nos conduz ao Paraíso…Mesmo que não gostemos de algo, que praticar tal mandamento seja difícil e custoso, eu vou fazer porque o meu Pai amoroso assim o quer! Eu tomo um remédio pai_filho1ruim ou adquiro um novo estilo de vida pois o meu médico recomendou-me e vivendo assim eu terei saúde…Agimos com Deus querendo ser (ou parecer que somos) bons cidadãos, que pagam em dia seus impostos, que trabalham bastante e esperam que, no fim do mês, lhes sobre um pouco de dinheiro para poderem fazer o que querem, descansar…e ter aquela vidinha boa e cômoda. Mas não! Quanto mais fiéis formos à vontade de Deus, menos irá nos sobrar no “fim do mês”; quanto mais fiel você for à sua consciência, mais ela irá te cobrar (o Lewis que disse isso =D)! E vamos cumprindo, assim, aquilo que Deus quer em nossas vidas, sem esperar nada em troca. Isso faz parte da maturidade cristã.
Se eu não devo esperar que Deus me recompense, então eu devo fazer tudo de graça! Pra Deus não existe a tal da lei “Ação e Reação” ao se tratar de santidade. Eu enxergo mais como “Ação e Amor”. Eu ajo de tal maneira por amor a Deus, e não por ambição e para que Ele veja o quão boazinha eu sou…Eu ajudo minha mãe a lavar louças por amor e por que Deus assim deseja, não para que Ele me recompense.

Peçamos ajuda a Deus, à Virgem, a São José e ao nosso anjo da guarda para que nos ajudem a entender o que Deus espera de nós. Pois como C.S. Lewis disse “Deus não quer algo de nós, ele simplesmente NOS quer”!

Beijão,
Jana

4 Replies to “A gratuidade para o caminho da santidade”

  1. Boa colocação! Sinto assim tb e vou prestar mais atenção sobre esse fato da gratuidade, de repente é isso! Outra maneira que interpretei essa agonia foi como falta de colocar a mão na massa, ir atrás de quem precisa, como diria o Papa “a igreja nas ruas” rs

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